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PÓLIOVIRUS:
O Agente Etiológico da Poliomielite é um vírus composto de
cadeia simples de RNA, sem envoltório, esférico, de 24-30 nm de diâmetro,
do gênero Enterovírus, da família Picornaviridae, do grupo dos poliovírus,
que apresentam três sorotipos (cepas): I, II e III.
A imunidade para um tipo não assegura a proteção contra os
outros dois, ou seja, não apresentam imunidade cruzada entre si.
Os três sorotipos do poliovírus, I, II e III, provocam paralisia,
sendo o tipo I isolado com maior freqüência nos casos com paralisia,
seguido do tipo III.
O sorotipo II apresenta maior imunogenicidade, seguido pelos
sorotipos I e III. A imunidade é específica para cada sorotipo.
Possui alta infectividade, ou seja, a capacidade de se alojar e
multiplicar no hospedeiro é de 100%.
Possui baixa patogenidade 0,1 a 2,0% dos infectados desenvolvem a
forma paralítica (1:50 a 1:1000), ou seja, tem baixa capacidade de
induzir doença. A patogenidade varia de acordo com: 1- o tipo de poliovírus (o tipo I é o mais patogênico,
tipo II é o menos); 2- com as propriedades intrínsecas das diferentes cepas; 3- com os fatores inerentes ao hospedeiro (mais alta em
adolescentes e adultos).
A virulência do poliovírus depende da cepa e se correlaciona com
o grau de duração da viremia.
A
resistência ao meio ambiente e a desinfetantes: O vírus resiste a variações de pH (3,8 a 8,5) e ao éter.
É inativado pela fervura, pelos raios ultravioleta, pelo cloro (0,3 a 0,5
ppm) e na ausência de matéria orgânica. Conserva-se durante anos a
70ºC e durante semanas, na geladeira, a 4ºC, principalmente em glicerina
a 50%. O tempo de sobrevivência (em dias) do microorganismo patogênico
presente nos resíduos sólidos é de 20 a 70 dias. Uma pessoa que se infecta com o poliovírus pode ou não
desenvolver a doença. A transmissão do poliovírus ocorre mais freqüentemente
a partir do indivíduo assintomático. O modo de aquisição (porta de
entrada) do poliovírus é oral (transmissão
fecal-oral ou, raramente, oral-oral). A multiplicação inicial do poliovírus ocorre nos locais por
onde penetra no organismo (garganta e intestinos). Em seguida dissemina-se
pela corrente sangüínea e, então, infecta o sistema nervoso, onde a sua
multiplicação pode ocasionar a destruição de células (neurônios
motores).
Período
de transmissibilidade - pode-se demonstrar a presença do poliovírus nas secreções
faríngeas e nas fezes, respectivamente 36 e 72 horas após a infecção,
tanto nos casos clínicos quanto nas formas assintomáticas. O vírus
persiste na garganta durante uma semana aproximadamente e, nas fezes, por
3 a 6 semanas.
Suscetibilidade
e resistência - a
suscetibilidade à infecção é geral, mas somente cerca de 1% dos
infectados desenvolve a forma paralítica. Ressalta-se que os adultos
quando não imunes, ao sofrerem infecção pelo poliovírus, tem maior
probabilidade de desenvolver quadros paralíticos do que as crianças.
Crianças nascidas de mães imunes podem ser transitoriamente protegidas
por transferência de anticorpos, durante as primeiras semanas de vida. A
infecção natural pelo poliovírus selvagem produz imunidade duradoura ao
tipo antigênico específico causador da infecção. Clique aqui e veja como é o mecanismo de atuação do vírus.
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