SINTOMAS
A doença pode ocorrer das seguintes formas: a assintomática, a abortiva, também conhecida como não paralítica, que é quando ocorre uma simulação de gripe leve ou uma perturbação gastrintestinal, onde a pessoa fica imunizada contra a mesma, a não paralítica (com os mesmos sintomas da abortiva acrescido de meningite asséptica), e a realmente paralítica, onde observa-se uma rigidez na nuca e no dorso da pessoa (neste caso ela só consegue sentar-se na cama apoiando-se nas palmas das mãos). Aqui estão algumas características gerais da doença relacionadas aos variados sintomas que ela pode apresentar e suas respectivas estatísticas.
· O período entre a infecção com o poliovírus e o início dos sintomas (incubação) varia de 3 a 35 dias.
· Mais de 95% das infecções são assintomáticas ou têm poucos sintomas (subclínicas). A relação entre o número de casos sem sintomas e os que desenvolvem paralisia flácida é de cerca de 200:1.
· As manifestações iniciais são parecidas com as de outras doenças virais. Podem ser semelhantes às infecções respiratórias (febre e dor de garganta, "gripe") ou gastrointestinais (náuseas, vômitos, dor abdominal, constipação -"prisão de ventre"- ou, raramente, diarréia).
· Menos de 2% das pessoas infectadas apresentam paralisia flácida. A paralisia geralmente começa entre 1 e 10 dias depois dos sintomas iniciais e progride por 2 a 3 dias.
· Entre 1% e 2% das pessoas que desenvolvem sintomas apresentam meningite, sem desenvolver paralisia flácida.
· Entre os casos que desenvolvem paralisia flácida, 2 a 5% das crianças e 15 a 30% dos adultos evoluem para o óbito.
· Desenvolvendo ou não sintomas o indivíduo infectado elimina o poliovírus nas fezes, o qual pode ser transmitido para outras pessoas por via oral. A eliminação é mais intensa 7 a 10 dias antes do início dos sintomas, mas o poliovírus pode continuar a ser eliminado durante 3 a 6 semanas.
· A transmissão do poliovírus ocorre mais freqüentemente a partir do indivíduo assintomático.